Meu canto!

Oi! Fiz um canto virtual para mim.

Local que "jogo" um pouco de tudo: pensamentos, histórias, receitas, "cópias" de outros locais,...

Pra que vai servir?

Pra mim. Apenas...


Basta!

10 de março de 2010

Aquarianos







Aquarianos são assim:
Têm sempre razão!
E quando não têm, apresentam uma justificativa plausível, com um nível de seriedade às vezes convincente, às vezes irritante, outras estranhamente divertida.

Difícil conviver com eles e não se sentir fora do lugar, equivocado, desequilibrado, atrapalhado, ou ao menos ter uma dessas sensações, das quais eles parecem estar tão distantes.
Se erram o caminho é porque o caminho mudou.
Se o assunto não está agradável tendem a simplesmente abstrair-se do interlocutor a ponto de não ouvir uma única palavra. Para entrar numa discussão, o assunto e a pessoa têm que valer muito à pena.
São definitivos em suas mágoas e absolutos em suas verdades - até que as verdades mudem… E elas costumam mudar ao menos uma vez na vida, levando o aquariano a se reinventar e recriar urgentemente seu novo pacote de justificativas. A maioria delas precedida de uma história, um verdadeiro enredo. É a pura realidade também que a maioria deles - não são todos – trocam o bom humor pela acidez da ironia, ora fina, ora descambando para o sarcasmo. Mas calma!

Aquarianos nem sempre seguem o mesmo script. Alguns são calmos, silenciosos, sensíveis e doces, outros são elétricos, alegres, futurísticos, fugazes. Não raro possuem o dom da palavra, embora se atrapalhem com ela. De modo geral, são intuitivos, aparentemente conservadores, mas libertários espiritualmente, e até revolucionários na forma de encarar o mundo - até porque freqüentemente pensam: “Desembarquei na estação errada. Deve ter algum lugar muito melhor que esse.”À sensação de estar de passagem, soma-se o desejo de estar só, achando mesmo que não há companhia melhor.
Posso dizer que são pessoas amigas, ótimas ouvintes e observadoras quase ao nível da indiscrição e que detestam incomodar.
(Trechos do texto de autoria de Cristine Gentil, publicada no Correio Braziliense do dia 14/02/2005)